CASO DE POLICIA DENÚNCIA INVESTIGAÇÃO

Áudios levantam suspeita de negociação financeira para cessar ataques e promover imagem em redes sociais

A redação de O Diário Araucária recebeu, por meio de fontes, áudios atribuídos a uma conversa entre dois interlocutores identificados como “Jaison” e “João”, cujo conteúdo levanta fortes indícios de possível tentativa de extorsão e negociação de discurso público em redes sociais, prática que, se confirmada, pode configurar crime.

Nos registros sonoros, a voz atribuída a Jaison afirma de forma direta que cessaria críticas públicas envolvendo Evandro Dalmolin mediante o pagamento de R$ 50 mil, chegando a declarar que, caso o valor fosse pago, passaria a “falar bem” do citado nas redes sociais.

Nota da Redação
Os trechos a seguir correspondem a transcrição jornalística baseada em áudio recebido pela redação, com voz atribuída, sem validação pericial, em conformidade com os princípios legais e éticos do jornalismo.

TRECHOS DO ÁUDIO (TRANSCRIÇÃO JORNALÍSTICA)

Interlocutor identificado como “Jaison” (voz atribuída):

“Se você me pagar cinquenta mil agora, eu paro de falar do Dalmolin.”

Interlocutor identificado como “João”:

“Mas quem está pagando pra você falar mal do Evandro Dalmolin?”

Jaison (voz atribuída):

“Se me pagar cinquenta mil agora, eu começo a falar bem dele nas redes.”

João:

“Aguarda até segunda-feira então.”

Jaison (voz atribuída):

“Segunda ele já vai estar preso. Se ele pagar ou você pagar, eu começo a falar bem dele e ele sai dessa.”

Gravidade do conteúdo

O conteúdo dos áudios sugere condicionamento de discurso público ao pagamento de valores, além de pressão psicológica e ameaça indireta, práticas que, se confirmadas, podem caracterizar crimes como extorsão, previstos no Código Penal Brasileiro.

Outro ponto que chama atenção é que, conforme apurado pela redação, após o período mencionado nos áudios, houve mudança no tom das publicações, que teriam passado de críticas severas para manifestações favoráveis às mesmas pessoas anteriormente atacadas.

Contradições e relatos anteriores

A redação também apurou que Evandro Dalmolin mantém presença frequente em redes sociais, com registros fotográficos em câmaras municipais de diversos municípios do Paraná, onde se apresenta como articulador político ou assessor especial — condição que não foi oficialmente confirmada junto a órgãos do Governo do Estado até o fechamento desta matéria.

Fontes ouvidas pela reportagem relatam que situações semelhantes já teriam ocorrido em 2023 e 2024, envolvendo valores expressivos, supostamente solicitados a empresários e ex-agentes públicos, sempre sob o argumento de apoio institucional, político ou social.
A reportagem ressalta que não há confirmação judicial sobre esses relatos até o momento, mas os elementos apresentados merecem apuração rigorosa.

Pedido de investigação

Diante da gravidade dos fatos narrados, O Diário Araucária entende que o caso deve ser investigado com urgência pelos órgãos competentes, entre eles:

  • Polícia Civil do Paraná
  • Polícia Militar do Paraná
  • Guarda Municipal de Araucária

A redação reforça que:

  • ninguém está sendo condenado;
  • os fatos exigem investigação técnica, imparcial e transparente;
  • o espaço permanece aberto para manifestação de todos os citados.

Os áudios atribuídos ao caso estão disponíveis ao final desta matéria, para que o leitor forme sua própria opinião.


Quando a chantagem tenta se disfarçar de jornalismo

O jornalismo é um pilar da democracia. Não pode, em hipótese alguma, ser utilizado como instrumento de intimidação, chantagem ou vantagem financeira. Sua missão é informar com responsabilidade, apurar com rigor e servir ao interesse público.

Quando surgem indícios de que alguém se apresenta como jornalista ou comunicador para pressionar pessoas, empresas ou agentes públicos, estamos diante de algo que ultrapassa o campo ético e entra na esfera criminal.

Os fatos relatados nesta edição são graves. Não porque apontam culpados definitivos, mas porque expõem um possível método recorrente, baseado na exploração do medo, da reputação e da ambição política alheia.

Se confirmadas, tais práticas ferem não apenas indivíduos, mas a credibilidade da comunicação, das instituições públicas e da própria sociedade.

É preciso deixar claro:
Crítica é legítima.
Denúncia é necessária.
Chantagem não é jornalismo.

O O Diário Araucária reafirma seu compromisso com:

  • a verdade
  • o contraditório
  • a responsabilidade
  • o interesse público

E cobra das autoridades: investiguem até o fim.
Quem não deve, não teme. Quem deve, precisa responder dentro da lei.

A pergunta que fica é simples e direta:
até quando esse tipo de prática continuará sendo tolerada?

CRÉDITOS

Direção de Redação: Marcello Sampaio
Veículo: O Diário Araucária

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